Camila Pessoa,
ministrou o módulo: “Aspectos afetivos na aprendizagem”. A conversa com o grupo
começa retomando alguns elementos que remetem a afetividade no ensinar,
surgiram palavras como: carinho, cuidado, vínculo, escuta, segurança,
acolhimento, amor, atenção, dedicação.
A esse respeito, a
palestrante vai trazendo o quanto nossos afetos se expressam nos desejos,
sonhos, expectativas, no que fazemos e pensamos. Além disso, os afetos
influenciam o comportamento, como num exemplo compartilhado, em que é citado a
importância e necessidade da criança de receber afeto para que o objetivo
cognitivo da escola seja alcançado. Aqui é importante compreender que afetividade
e cognição caminham juntas, ainda que por vezes uma sobressaia a outra, vale
ressaltar que é essencial que os aspectos afetivos sejam considerados no
processo de ensino-aprendizagem.
Nesse sentido, Camila
explica que o pensar e o sentir, que a racionalidade e a afetividade, são ações
indissociáveis, não há, portanto, polarização entre estas duas esferas. Diante
disso, o trabalho educativo necessita não somente de cognição ou razão, pois os
aspectos afetivos perpassam o ser humano em suas vivências, aluno e professor
estão permeados de aspectos afetivos no processo ensino-aprendizagem.
Logo, ter consciência
dos próprios sentimentos pode facilitar na resolução de conflitos que aparecem
no cotidiano escolar, por isso é necessário que os alunos conheçam a si mesmos,
aprendam a elaborar seus sentimentos e trabalhar aspectos afetivos.
Depois do vídeo, a
palestrante traz a arte como uma possibilidade para professores na escola, como
um recurso amplo que pode ser usado nas diversas matérias. Comenta ainda que o
contato com a arte suscita emoções e nos convida a perceber determinados
assuntos de forma diferente, via sentimento. Finaliza propondo que as
professoras levem a emoção para a sala de aula como um elemento a ser pensado
juntamente com o objeto de conhecimento.
Ao final do encontro,
foi proposto a construção de um fanzine, que é uma forma de publicação
alternativa, uma memória de um determinado tema, como possibilidade da
elaboração em grupo de conteúdos e aspectos afetivos na educação, além de
possibilitar trocas de experiências entre as educadoras. Segue o fanzine
produzido pelas professoras.
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