quinta-feira, 17 de abril de 2014

Aspectos afetivos na aprendizagem

Camila Pessoa, ministrou o módulo: “Aspectos afetivos na aprendizagem”. A conversa com o grupo começa retomando alguns elementos que remetem a afetividade no ensinar, surgiram palavras como: carinho, cuidado, vínculo, escuta, segurança, acolhimento, amor, atenção, dedicação.

A esse respeito, a palestrante vai trazendo o quanto nossos afetos se expressam nos desejos, sonhos, expectativas, no que fazemos e pensamos. Além disso, os afetos influenciam o comportamento, como num exemplo compartilhado, em que é citado a importância e necessidade da criança de receber afeto para que o objetivo cognitivo da escola seja alcançado. Aqui é importante compreender que afetividade e cognição caminham juntas, ainda que por vezes uma sobressaia a outra, vale ressaltar que é essencial que os aspectos afetivos sejam considerados no processo de ensino-aprendizagem.

Nesse sentido, Camila explica que o pensar e o sentir, que a racionalidade e a afetividade, são ações indissociáveis, não há, portanto, polarização entre estas duas esferas. Diante disso, o trabalho educativo necessita não somente de cognição ou razão, pois os aspectos afetivos perpassam o ser humano em suas vivências, aluno e professor estão permeados de aspectos afetivos no processo ensino-aprendizagem.

Logo, ter consciência dos próprios sentimentos pode facilitar na resolução de conflitos que aparecem no cotidiano escolar, por isso é necessário que os alunos conheçam a si mesmos, aprendam a elaborar seus sentimentos e trabalhar aspectos afetivos.

       Camila comenta que a palestra foi dada com embasamento na Psicologia Histórico-Cultural, a qual tem as obras do teórico russo Lev Semenovitch Vigotski como base. Para contextualizar esta abordagem da Psicologia, é passado um vídeo: Emoção e processo educativo, em que é mostrado uma entrevista com a psicóloga Gisele Toassa. O vídeo faz parte do DVD “O desenvolvimento do psiquismo”, produzido por Marilene Proença e Marilda Facci, editora ATTA.


Depois do vídeo, a palestrante traz a arte como uma possibilidade para professores na escola, como um recurso amplo que pode ser usado nas diversas matérias. Comenta ainda que o contato com a arte suscita emoções e nos convida a perceber determinados assuntos de forma diferente, via sentimento. Finaliza propondo que as professoras levem a emoção para a sala de aula como um elemento a ser pensado juntamente com o objeto de conhecimento.


Ao final do encontro, foi proposto a construção de um fanzine, que é uma forma de publicação alternativa, uma memória de um determinado tema, como possibilidade da elaboração em grupo de conteúdos e aspectos afetivos na educação, além de possibilitar trocas de experiências entre as educadoras. Segue o fanzine produzido pelas professoras.





Relação família e escola

     Nesse encontro, iniciamos com a apresentação de como a mulher ao longo dos tempos era tida como inferior, seja por leis ou até escrituras sagradas, e como isso, de forma mais amena ainda é arraigada em nossa sociedade e o quanto isso influencia a constituição e o que achamos certo quando pensamos em família.

Sobre isso, foi mostrado como a extinta sociedade celta via as mulheres, através dos vídeos:







Discutimos o conceito de família, que vem do latim. Chegamos a conclusão de que não existe família desestruturada, pois não existe família ideal! 

Para discutir a respeito do que seria ideal, vimos este curta, intitulado "Perfeito"





Indicações do palestrante: 

- "A construção social da realidade" - Thomas Luckmann e  Peter L. Berger 
- "A face oculta da escola" - Mariano F. Enguita
- "Os pais se perguntam" - Mariateresa Zattoni  e Gilberto Gillini 
- "Educar com parábolas" - Alfonso Francia 
- "Filhos difíceis de educar" - Emílio Pinto
- "Família e educação - Quatro olhares" - Julio Groppa Aquino, Rosely Sayão, Sérgio Rizzo e Yves de La Taille
- Vídeo: Educação Moral e Tédio - Yves de La Taille


Caso queiram os slides que foram utilizados pelo palestrante ou alguma outra informação, entrar em contato pelo e-mail: psicologianaeducacaobasica@gmail.com




domingo, 22 de dezembro de 2013

Medicalização e aprendizagem

       Nos dias 13 e 27 de novembro de 2013, Lucianna esteve conosco ministrando a oficina: "Medicalização e aprendizagem".

Lucianna de Lima, psicóloga escolar, inicia a oficina nos perguntando o que entendiamos por medicalização para construirmos juntas um novo olhar sobre o tema no contexto escolar. Diante disso, Lucianna traz a definição dessa palavra, retirado do fórum de medicalização:


"Entende-se por medicalização o processo em que as questões da vida social, sempre complexas, multifatoriais, marcadas pela cultura e pelo tempo histórico, são reduzidas à lógica médica, vinculando aquilo que não está adequado às normas sociais a uma suposta causalidade orgânica, expressa no adoecimento do indivíduo."


Diante disso, fomos desmistificando várias crenças e lógicas medicalizantes, inclusive a comprovação científica quanto ao diagnóstico de TDAH e dislexia. Também discutimos a culpabilização dos problemas ocorridos na escola/aprendizagem, que muitas vezes são tidos como causa apenas da escola, da família ou mesmo do próprio aluno. Concluimos que tais questões consideradas problema são consequência de inúmeros fatores concomitantes que envolve o sujeito e todo o contexto em que ele está inserido.


Ainda discutindo sobre tal lógica medicalizante, que incentiva cada vez mais diagnosticar qualquer criança que nos apresente desafios nas relações interpessoais, tendemos a rotular, principalmente, esses alunos. Diante disso, a ministrante nos apresenta o seguinte vídeo:






Ao final do vídeo, podemos perceber uma denúncia ao consumo desenfreado e ao bem-estar a qualquer preço, de forma imediatista. Tal cultura consumista e medicalizante promovem uma inversão:  a indústria farmacêutica passou a fabricar doenças para remédios e não remédios para doenças, tendo em vista o lucro.


Quanto ao tema consumismo, Lucianna recomenda o documentário: "Criança - a alma do negócio", dirigido pela cineasta Estela Renner, o qual aborda especificamente questões relativas ao consumismo infantil.







Diante de tudo o que foi apresentado, inúmeras foram as suas contribuições, principalmente no que tange às práticas escolares. Para partilharmos ainda mais essas experiências, a ministrante propõe uma atividade, em que vocês apresentaram as principais dificuldades enfrentadas na escola, bem como possíveis caminhos para o enfrentamento dessas situações.


Sobre isso, Boarini (2009, p.129) afirma que:

"É preciso romper com a naturalização dos fenômenos e com a busca de soluções rápidas/ mágicas para problemas complexos"

Sendo assim, o que propomos é que cada um reflita sobre sua responsibilidade e formas de atuação que visem a transformação!


Também foram passados os seguintes vídeos:








Indicações:


-Livros:


"O frio pode ser quente?" - Jandira Masur


"Hiperatividade, higiene mental, psicotrópicos: enigmas da Caixa de Pandora"-  Maria Lúcia Boarini e Roselania Francisconi Borges


"A institucionalização invisível"-   Maria A. Afonso Moysés



-Links:


Fórum de medicalização:   http://medicalizacao.com.br/




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mediação de conflitos na escola

Nos dias 30/10 e 13/11 foi ministrada a oficina "Mediação de conflitos na escola" pelo psicólogo Adriano Gosuen.

Adriano começa a oficina falando um pouco sobre juventude e conflito geracional. Posteriormente o tema violência é abordado de forma a questionar a concepção vigente, trazendo dados estatísticos que apontam a diminuição da violência ao longo do tempo. O ministrante apresenta metodologias de mediação de conflitos, como por exemplo, a abordagem restaurativa.

Diante dos temas trabalhados foram recomendados os livros:

"Os anjos bons da nossa natureza" - Steven Pinker;
"Aula nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência" - Doug Lemov;
"Aula nota 10: Guia Prático" - Doug Lemov;
"Conflitos na escola - modos de transformar: Dicas para refletir exemplos de como lidar" - Rubem Alves e Claúdia Ceccon.

Para obter o material apresentado na oficina, entre em contato com o ministrante pelo
e-mail: agosuen@gmail.com                                                

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Aberta novas vagas!! - Inscrições encerradas!

Olá pessoal!

Abrimos mais 15 vagas para o curso!

Você conhece alguém que queira muito participar? Ou você não foi contemplado (a) e gostaria de juntar-se a nós?


Então venha fazer parte do curso ou nos ajude a divulgar para essa pessoa que quer fazer parte!!

Entre em contato conosco pelo e-mail: psicologianaeducacaobasica@gmail.com

Basta mandar nome, cpf, número de matrícula e escola em que atua. Mas lembra heinh? Tem que mandar tudo isso!!


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sexualidade no contexto escolar

Dia 16/10 abrimos o curso com o tema Sexualidade no contexto escolar!!

Logo de "cara" um tema super interessante e cheio de tabus, mas que foi trabalhado de uma forma tão natural, tanto por Gabriela Martins Silva e por todas vocês!!

Desconstruímos conceitos, partilhamos vivências e casos, construímos uma nova mentalidade, desanuviando e encontrando novas formas de ver essa sexualidade no contexto escolar, juntas!!

Parabéns a todas que formaram este primeiro encontro.

Iniciamos com uma música do Chico Buarque. Vamos conferir novamente?






Gabriela nos mostrou dois livros infantis super interessantes que trabalham esta temática:" Mamãe botou um ovo" e "Mamãe nunca me contou".

Houve também um curta que vale a pena ver e rever, de uma sensibilidade incrível: "Eu não quero voltar sozinho para casa".